sábado, 26 de junho de 2010

Na noite gelada pela brisa do mar...




Um catavento de papel.

A única coisa que ela podia prestar atenção. Da sua cama conseguia ver o brilho que o papel fazia no escuro.

Já havia parado de escutar música. Não aguentava mais pensar que em todas as vezes que ouvia “you” um rosto definido aparecia em sua mente.

Suspirou. Estava sozinha.

Quer dizer, seu coração não se sentia mais em casa com as amigas, com os amores, com a família.

Na verdade, seu coração não se sentia mais em casa na sua vida.

Queria que algo mudasse. Qualquer mínima coisa que pudesse a fazer mudar de caminho. Um novo caminho era tudo o que queria.

E segundos antes de fechar os olhos a decisão mais inteligente e interessante que teve veio à tona.

No dia seguinte tudo seria como quisesse. Sua vida seria como queria. Imaginaria a cada instante o que seria no minuto seguinte. E poderia ser qualquer coisa. Poderia encontrar qualquer pessoa. Poderia conhecer qualquer lugar. Qualquer coisa que imaginasse.

E nada a impediria pois guardaria tudo dentro de sua imaginação, longe das pessoas sem esperança, sem felicidade, sem sonhos.

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